Projeto Infância Memorável encerra a jornada do "Castelo das Emoções" na OSICOM

Em uma tarde de coragem, mistério e acolhimento, crianças da OSICOM ajudaram a libertar as Emoções presas e decidiram, juntas, o destino final do Dragão Solitário.

Publicado em 
24/9/2026

O Projeto Infância Memorável viveu, no último dia 22 de setembro, o capítulo final de uma das histórias mais marcantes do ano: o Castelo das Emoções. O encontro aconteceu no próprio espaço da OSICOM, em Porto Alegre, reunindo cerca de 26 crianças de 6 a 12 anos para viver o desfecho dessa jornada.

Revisitando o que foi vivido

O reencontro começou em pequenos grupos, cada um acompanhado por voluntários da Laghetto. Os Doutores das Emoções passaram por cada roda relembrando os livrinhos das emoções distribuídos nos encontros anteriores, convidando as crianças a contar o que mais gostaram de fazer e o que acharam mais desafiador. Antes de seguir, os pequenos foram lembrados de guardar essa lembrança na Caixa de Memórias, um dos símbolos mais queridos do projeto.

O retorno do Dragão Solitário

Assim que os livrinhos foram recolhidos, a sala ganhou um clima de suspense: o Dragão Solitário apareceu de surpresa, interrompendo a tarde com sua presença intensa. O facilitador confrontou o Dragão sobre tudo o que ele já havia feito, anunciando que aquele seria o dia em que sua história dentro do castelo chegaria ao fim. Cansado, o Dragão admitiu que não era feliz e foi bombardeado de perguntas pelas crianças, curiosas para entender o que se escondia por trás de tanta fúria. Os Doutores das Emoções entraram em ação para acalmá-lo, deixando-o quietinho para o próximo capítulo.

À procura das emoções perdidas

Com o Dragão em silêncio, as crianças partiram em busca de algo precioso: as Emoções, que estavam escondidas e amarradas em outra sala, cada uma representada por um voluntário mascarado. Ao encontrá-las, os pequenos ajudaram a libertá-las uma a uma e, entre risos e abraços, ouviram de cada Emoção como foi ficar presa e como, ainda assim, elas encontraram formas de se cuidar e se apoiar mutuamente, seja com carinho para o Medo, distração para o Nojo, uma canção para a Raiva ou contágio de alegria para a Alegria.

O julgamento e o destino do Dragão

De volta à sala, as crianças encontraram o Dragão sozinho e visivelmente triste. Reunidas com as Emoções recém-libertas, elas debateram e decidiram, em voz baixa, qual seria o destino dele. Guiadas pelo facilitador, optaram por um caminho de compaixão: o Dragão seria perdoado. Os Doutores das Emoções conduziram o Dragão para fora, encerrando oficialmente essa história.

O que fica depois do castelo

Para fechar o encontro, os voluntários perguntaram às crianças como foi participar do Castelo das Emoções e as respostas vieram cheias de entusiasmo e reflexão sobre sentimentos, amizade e superação. Mais um capítulo do Infância Memorável se encerra reforçando aquilo que o projeto mais valoriza: transformar emoções em aprendizado, união e boas memórias para a vida.

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